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27 de abr. de 2011
  A importante participação das micro e pequenas empresas na economia está estampada na sua representação em 20% do PIB nacional. As empresas de micro e pequeno porte correspondem em mais de 99% dos 5,8 milhões de negócios e empregam mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada do país.
É impossível pensar no desenvolvimento pleno do Brasil sem a presença das MPEs. O comércio varejista, que em sua imensa maioria é formado pelas MPEs, necessita de políticas públicas e legislações voltadas ao fortalecimento deste importante setor.

Há muito tempo a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entidade que representa 27 Federações estaduais, 1.587 Câmaras de Dirigentes Lojistas e mais de 780 mil pontos de venda associados, vem reivindicando mudanças urgentes na Lei Geral.

No ano passado, deu entrada na Câmara dos Deputados, de autoria do então Deputado Federal Cláudio Vignatti (PT/SC), o Projeto de Lei Complementar nº 591/2010 que altera a Lei Complementar nº 123/06.
Dentre as mudanças propostas no projeto, está a ampliação do teto da receita bruta anual das empresas para inclusão no Simples Nacional. Na proposta, o limite de faturamento bruto anual da microempresa passará dos atuais R$ 240 mil para R$ 360 mil, e da empresa de pequeno porte de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.

No caso do Empreendedor Individual, que este mês chegou ao número de 1 milhão de empreendedores, está previsto o impedimento de cobrança do registro, dentre outras ações. As inovações envolvem ainda a inclusão de novas categorias econômicas no Simples Nacional, o fim da cobrança antecipada do ICMS nas divisas estaduais, e via substituição tributária, para as empresas do Simples Nacional.

Com a anunciada criação da Secretaria das Micro e Pequenas Empresas, que terá status de Ministério, e com o prosseguimento da Frente Parlamentar Mista do Comércio Varejista do Congresso Nacional, atuando ao lado da Frente Parlamentar das MPEs, do sistema CNDL, composto pela CNDL, pelas Federações e pelas Câmaras de Dirigentes Lojistas, do SEBRAE, e das demais entidades associativas, acreditamos que o momento é favorável.

Esperamos agora, que o Congresso acelere a tramitação da matéria na Casa legislativa para a pronta aprovação das mudanças, afastando o temor de ficarmos mais um ano sem ações efetivas e práticas em favor das MPEs.
8 de abr. de 2011
A princípio, o ministro informara que o IOF seria de 1,5% ao mês. Em seguida, ele corrigiu a informação e afirmou que a elevação seria de 1,5 ponto percentual, levando a taxa para 3%. Mais tarde, o Ministério da Fazenda corrigiu a informação e afirmou que a taxa é anual, e não mensal. No começo da noite, o Ministério também informou que, diferentemente do que havia dito o ministro Mantega, os financiamentos imobiliários não serão afetados por esta medida.


O objetivo da alta do IOF, segundo Mantega, é “moderar o consumo” e conter a alta da inflação, que chegou a 6,3% no acumulado em 12 meses até março e já ameaça ultrapassar a meta do governo. "Essa medida vai nos ajudar a levar a inflação para um patamar mais adequado", afirmou.

O ministro negou, no entanto, que a inflação esteja fora de controle: “a inflação não está fora de controle. Esperamos que este ano ela feche acima do centro da meta (de 4,5%), mas abaixo do resultado do ano passado”. Segundo ele, a estimativa do Banco Central para este ano é de uma inflação de 5,6%.

A expectativa do ministro é que, nos próximos dois meses, a inflação já esteja se aproximando de um patamar mais adequado. "Se for necessário, novas medidas serão tomadas", disse Mantega sem, no entanto, adiantar quais seriam essas medidas.
Ele reforçou apenas que o Ministério da Fazenda está "sintonizado" com o BC e que ambos trabalham juntos para controlar a inflação. "O Banco Central tem um arsenal de medidas."

Mantega destacou que não é só o Brasil que está sofrendo com a alta da inflação e criticou a política monetária de outros países. O cenário externo, segundo ele, é de uma inflação mundial pressionada pela alta do petróleo e pela alta das commodities, e “vários países têm uma política monetária expansionista. Tem gente emitindo moeda num ritmo exagerado”.

Segundo o ministro, quem mais sofre os impactos dessa alta da inflação "são os países emergentes". Além do cenário externo, ele reforçou que o regime de chuvas prolongado puxou a alta dos preços de alimentos, fazendo com que, em março, o IPCA fosse um pouco mais elevado.
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